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Pastoral da Terra lança o relatório Conflitos no Campo Brasil 2016

Publicação é elaborada anualmente pela instituição, desde 1985


Ascom CRDH

17/04/2017 17:50 - Atualizado em 19/04/2017 10:32


A Comissão Pastoral da Terra lançou nesta segunda-feira (17/04) o relatório Conflitos no Campo Brasil 2016, durante encontro na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Essa é a 32ª edição do relatório que reúne dados sobre os conflitos e violências sofridas pelos trabalhadores e trabalhadoras do campo brasileiro, neles inclusos indígenas, quilombolas e demais povos tradicionais. O Centro de Referência em Direitos Humanos do Distrito Federal (CRDH/DF) estava entre as instituições presentes no evento.

Segundo levantamento apresentado hoje, 2016 foi um ano especialmente violento em relação aos conflitos no campo, um dos mais violentos nesses 32 anos de monitoramento.

Na abertura do encontro, Leonardo Boff, escritor e professor universitário brasileiro, conhecido internacionalmente por defender os direitos dos pobres e excluídos, levantou as 4 sombras históricas para contextualizar o cenário dos conflitos no Brasil: passado colonial, o genocídio indígena, a escravidão das populações trazidas da África e a Lei de terras de 1850 que explicam a estrutura latifundiária do país.

Já Antônio Canuto, membro-fundador da CPT, alertou para o aumento de ocorrências em zonas rurais que foi recorde no ano passado, com aumento de 26% em relação a 2005. No total, foram registradas 1.536 ocorrências e cerca de 1 milhão de pessoas foram afetadas. Para Canuto, o golpe contra a democracia se produz contra as comunidades no campo.

Ainda entre os presentes no evento que marcou o lançamento do relatório, estava Divanilce, conhecida também como Nicinha, filha da militante do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Nilce de Souza Magalhães, que foi assassinada em 2016. Em seu discurso, ela recordou a luta da mãe, de resistência a modelos de desenvolvimento que ameaçam a vida de populações ribeirinhas, pescadores, comunidades tradicionais.

Em seguida, Valdir Misnerovicz, do Movimento Trabalhadores Rurais Sem Teto (MST), recordou o massacre de Eldorado dos Carajás, há exatos 21 anos, que resultou na morte de 19 trabalhadores rurais.  Ele chamou a atenção ainda para a ausência de uma reforma agrária que garanta, de fato, direitos a esse público. 

O CRDH/DF não só esteve presente como manifesta seu apoio a projetos de sociedade que visam democratizar a estrutura fundiária brasileira, por compreender que é uma etapa fundamental para lidar com a violência no campo e garantir dignidade a milhares de brasileiras e brasileiros.

Para conferir o relatório completo e mais informações sobre o trabalho do CPT, acesse o site https://goo.gl/uV0xSn

#ReformaAgraria #DireitosHumanos #17Abril 

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