25 out
  • Por União Planetária

Desigualdade social no Brasil traz estagnação para a educação brasileira

A 2º mesa de debates do movimento 2022 trouxe como tema as tendências na educação


-José Odeveza, sob supervisão Janaína Vieira
Na semana Universitária da universidade de Brasília, o doutorando da UnB Eduardo Chaves e o professor Marcos Formiga contribuíram para os diálogos que ajudam a entender a posição do Brasil na educação mundial. Os principais problemas apontados pela mesa seriam a desigualdade social e o modelo de educação atual do país.

Segundo Eduardo Chaves, que não é adepto as aulas expositivas, o estudo brasileiro perde espaço nas casas das pessoas menos favorecidas. Em sua tese, ele aponta dados que mostram como a evasão de crianças da escola é muito grande e um alarme para a educação brasileira. Além disso, Chaves afirma que o Brasil que queremos está muito distante, pois vivemos um momento de “paralisia pública”.

Doutorando Eduardo chaves em sua fala

Segundo o estudante, falta sensibilidade para criação de políticas públicas, sobretudo voltadas à primeira infância, e a crise financeira retarda ainda mais qualquer processo. “Falando de Orçamento – 20 milhões de crianças no Brasil com orçamento para 9 milhões. Não tem como pensar num pais melhor, no Brasil que queremos, negligenciando que existem crianças no pais”.

Para Eduardo Chaves, faltam planos concretos para uma melhora significativa nessa área. “Falta efetivo, que é fazer a diferença, como a faixa de pedestre”.  E complementa, chamando a atenção para a importância de as universidades assumirem esse compromisso também: “Precisamos de um olhar sensível, devemos investir recursos e energia”, defende.

Trabalho infantil persiste no Brasil

O crescimento desacelerado de famílias brasileiras nas últimas décadas mostra que não existe planejamento familiar. Para Chaves, isso cria uma série de problemas. “Não existe política de planejamento familiar, porque quem cuida da criança é outra criança, ou a mãe a leva para trabalhar no lixão”.

Segundo Eduardo, o Brasil melhorou muito, mas foram apenas indicadores básicos. No caso dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) estabelecidos pela ONU, para serem alcançados por muitos países, o Brasil só alcançou indicadores que são considerados básicos. Um dos problemas que ele aponta como exemplo é a diminuição da mortalidade infantil e materna. “A criança nascer e não morrer até os 5 anos de idade é mínimo […]. Não podemos nos contentar com números que ainda dizem que crianças vão morrer”.

A chave para um novo começo

O professor Marcos Formiga concorda com Chaves e afirma que as tendências na educação e o aprendizado têm que vir em contrapartida a desigualdade. “Nós reproduzimos modelos internacionais. Somos um gigante econômico, mas nos falta o dever de casa social, indicadores sociais”.

Pr. Marcos Formiga

Formiga defende o termo aprendizado ao invés de ensino, pois cria uma via de mão dupla entre aluno e professor. “O paradigma da aprendizagem valoriza outro sistema de educação. Vamos abandonar o ensino, porque ele sugere uma estrada de via única entre professor e aluno. Precisamos de aprendizagem, o termo abre para um universo de conhecimento”.

Fonte : Estudos Pr. Formiga

 

Em seu trabalho, o professor afirma que a os estudantes estão em outro contexto e que é preciso que as pessoas se associem às tecnologias para uma educação do futuro. “Precisamos usar as tecnologias mediadoras. Estamos na sociedade do conhecimento, pois com pouca escolha, temos pouco potencial”.

Para ele, a esperança está na educação colaborativa, com menos pensamentos conservadores. “Precisamos das 12 tendências da educação: educação colaborativa, sala interativa, conteúdo abertos, aprendizagem de rede e outros”.

HorízonReport (Brasil 2017)

 

 

 

 

 

 

 

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