25 nov
  • Por Administrador

Seminário Diálogos sobre o desenvolvimento leva agenda ODS a Centros Olímpicos

Depois de vários meses de trabalho pela sensibilização e conscientização de milhares de crianças, jovens, adultos e idosos sobre alguns dos maiores problemas mundiais em 2015, chegou a hora de planejar as ações para 2016 nos Centros Olímpicos e Paralímpicos de Ceilândia, Riacho Fundo I, Samambaia e São Sebastião. Na tarde dessa segunda-feira (23/11), a equipe pedagógica da Fundação Assis Chateaubriand se reuniu pela segunda vez no seminário Dialogando sobre o desenvolvimento, na sede da União Planetária.

 

A ideia do evento, realizado pelo Núcleo ODS Nós Podemos do Distrito Federal, foi estimular a reflexão dos cerca de 100 professores de educação física, psicólogos, pedagogos e assistentes sociais, que atuam nesses Centros, sobre como colocar em prática ações transversais ao esporte que contribuam ainda mais para a melhoria de vida das quatro comunidades. Tudo isso, levando-se em conta a transição para a nova agenda global dos 17 objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS), que começa a valer em 1º de janeiro e vai até 2030. A metodologia utilizada no encontro foi criada pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

 

Durante o seminário, os profissionais apresentaram os pontos fortes e fracos do trabalho com quatro dos oito objetivos de desenvolvimento do milênio (ODM) em 2015 nos Centros Olímpicos e Paralímpicos. Eles compartilharam experiências sobre as feiras de troca de livros, concursos de receitas com reaproveitamento de alimentos, estímulo à doação de sangue e à economia de água e energia, entre outros exemplos. O trabalho foi reconhecido com a entrega de certificados do Movimento Nacional ODS Nós Podemos. Depois, foram convidados a identificar quatro dos 17 ODS que merecem um destaque especial nas comunidades no próximo ano. E chegaram aos seguintes objetivos: erradicação da fome, saúde e bem-estar, educação de qualidade e uso sustentável do meio ambiente.

 

Chuva de ideias

 

Várias ações foram sugeridas pelo grupo, como a simulação de compras de alimentos em um mercado consciente, plantio de horta sustentável, semanas temáticas sobre os benefícios do esporte para a saúde, estímulo à pesquisa sobre regras, história e curiosidades sobre modalidades esportivas com gincana e jogo de perguntas, plantio de árvores, incentivo à reciclagem. Todas propostas serão avaliadas. Em breve, haverá uma definição do que será executado em 2016.

 

Para a superintendente executiva da Fundação Assis Chateaubriand, Mariana Borges, é gratificante perceber a motivação de todos na discussão sobre os problemas mundiais e como eles estão inseridos no Distrito Federal e nas regiões administrativas onde a entidade atua com os Centros Olímpicos e Paralímpicos. “Nessa efervescência de ideias, nossa equipe trouxe ações que efetivamente podem contribuir para a mudança de atitude e comportamento dos nossos alunos”, ressaltou Mariana. “A gente não pode pensar apenas no futuro que queremos, mas no presente que queremos. Qual é a vida que queremos levar? Isso fica mais próximo de nós do que pensarmos que estamos fazendo algo pelas futuras gerações. É esta geração que tem o poder de fazer algo pelo planeta. Esperar pela próxima pode ser tarde demais”, observou.

 

Mais valor

 

Representante da Secretaria de Educação, Esporte e Lazer do Distrito Federal, Alisson Ferreira esteve no seminário e destacou a contribuição da Fundação Assis Chateaubriand para a evolução do trabalho com os temas transversais nos Centros Olímpicos, iniciado em 2013. “A Fundação veio com esse trabalho para agregar mais valor ao acolhimento dos alunos, proporcionando um ambiente melhor e a socialização dos alunos. Nosso intuito nos Centros não é formar somente atletas, mas cidadãos”, explicou.

 

Na avaliação da secretária executiva do Núcleo ODS Nós Podemos-DF, Danuse Queiroz, a iniciativa fortalece a disseminação da agenda global pelos objetivos de desenvolvimento sustentável, que é uma das metas do Movimento Nacional ODS Nós Podemos. “Esse esforço é fundamental porque contribui muito para que a temática dos ODS chegue, de fato, às comunidades”, comentou.

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