30 out
  • Por Administrador

PESSOAS COM DEFICIÊNCIA SÃO CONTRATADAS PARA AJUDAR NA CRIAÇÃO DA BIBLIOTECA DIGITAL

Em um ambiente descontraído, dezenas de profissionais com deficiências variadas trabalham para digitalizar os documentos da construção e da história de Brasília. Além de receberem qualificação, eles têm seus direitos trabalhistas garantidos.

Documentos especiais nas mãos de pessoas especiais. Este é o novo cenário do Arquivo Público do GDF, que está em pleno processo de democratização de documentos tombados como patrimônio histórico e cultural da humanidade. Os funcionários recém-contratados vão ajudar no processo de digitalização dos arquivos que a história de Brasília registrou até hoje, antes e depois da inauguração da capital. O trabalho que poderia levar até dez anos, será feito em doze meses.

O superintendente do arquivo público, Gustavo Chauvet, explica como o processo está sendo feito. Primeiro, os arquivos são higienizados. Depois, os documentos são organizados, identificados e recebem uma ficha para indexação. Em seguida, vão para a digitalização, e após serem conferidos voltam para o Arquivo.

São deficiências visual, física e auditiva. Jéssica Gomes, funcionária CETEFE, nasceu com uma doença crônica nos olhos. Tem apenas 20% de visão, mas tudo que faz, sai perfeito e ela se sente muito feliz por isso. Douglas Bemfica Alves, também funcionário CETTEFE, usa prótese na perna, mas superado o trauma e renovou os conceitos e a cada dia no arquivo público é um aprendizado a mais.

O serviço começou em novembro do ano passado e já digitalizou mais de 48 mil documentos, incluindo registros, fotos e reportagens da época da construção de Brasília. A previsão é que até o fim deste ano todos os 6 milhões de documentos do Arquivo Público sejam digitalizados, o que marcará a primeira etapa para a consolidação da Biblioteca Digital do DF.

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