20 out
  • Por Administrador

POPULAÇÃO MASCULINA É A MAIS AFETADA PELA HEPATITE B NO DF

O último Boletim Epidemiológico das Hepatites Virais no Distrito Federal revela que os homens são os mais acometidos pela Hepatite B. Entre 2007 e 2013 foram registrados 906 casos, 493 do sexo masculino (54,4%) do total. Nesse período, o maior coeficiente foi registrado em 2009, com 185 casos. Em todos os anos, o sexo masculino foi predominante.

Em mais de 40% dos casos nos quais foi possível identificar o mecanismo de transmissão, a exposição sexual foi assinalada como uma das principais prováveis fontes. O boletim aponta também procedimentos cirúrgicos, odontológicos, colocação de “piercing”, tatuagem com material contaminado, uso de drogas com compartilhamento de instrumentos e transfusão de sangue.

Quanto à faixa etária, observou-se que predominaram os casos em adultos com idade entre 20 a 49 anos. A maioria dos casos foi de portador crônico da doença (554), seguidos da forma aguda que registrou 228 ocorrências. Ceilândia, Planaltina e Samambaia possuem o maior número de casos notificados.
Quanto às taxas de detecção, em 2012, aparecem as cidades de Planaltina, SCIA-Estrutural, Paranoá e Recanto das Emas. Os dados considerados foram apenas os casos confirmados, que apresentaram confirmação laboratorial etiológica do vírus B. Em 2011 e 2012, no DF os dados se mantiveram estáveis com 127 e 128 casos, respectivamente. Dados parciais de 2013 apontam 54 pessoas infectadas.

Segundo Sônia Geraldes, facilitadora no curso de Hepatites Virais realizado na Regional do Guará, o melhor método para evitar a doença tem sido a prevenção com profissionais capacitados. “A vigilância epidemiológica precisa estar bem treinada e capacitada. O objetivo da Atenção Primária é preparar o profissional para atender adequadamente o paciente e conseguir dar os encaminhamentos pertinentes. É preciso entender desde os marcadores até a ficha de notificação que é essencial para o Ministério da Saúde”, afirmou.

A vigilância epidemiológica da doença é sistematizada por meio de notificação/ investigação compulsória. É obrigatória a investigação dos casos com suspeita clínica/ bioquímica. Segundo o Ministério da Saúde, a principal via de transmissão da doença é a sexual, seguida da vertical (de mãe para filho). Dá-se pelo contato com o sangue, pelas vias parenteral e percutânea, e fluidos corporais.

Dados preliminares do Ministério da Saúde indicam que no Brasil 120.343 pessoas foram infectadas de 1999 a 2011. Entre os cinco tipos da doença, a do tipo B está em segundo lugar. A análise por região demonstra que o Sudeste concentra 36,6% dos casos, seguido do Sul, com 31,6% das notificações, entre 1999 e 2011.
Nesse período, tanto o país, quanto as regiões apresentaram crescimento das taxas de incidência (número de casos a cada 100 mil habitantes). A taxa passou de 0,3%, em 1999, para 6,9%, em 2010. A região Sul registra os maiores índices desde 2002, seguida do Norte. As taxas observadas nessas duas regiões, em 2009, foram de 14,3 e 11,0 por 100 mil habitantes, respectivamente.

O vírus pode causar a infecção aguda ou crônica. A maioria dos danos causados pela hepatite B ocorre devido à maneira como o corpo responde à infecção. A infecção aguda acomete cerca de 1% em menores de um ano; 10% entre um e cinco anos e 30% nos casos de infecções tardias. A infecção crônica acontece quando o vírus persiste por mais de seis meses. O principal determinante da cronificação é a idade na qual ocorre a infecção pelo vírus que acontece geralmente em Adultos infectados – 5% a 10%. Crianças entre um e cinco anos – 20 a 25% e recém-nascidos de gestantes.

A vacinação é a medida de controle e prevenção mais segura e eficaz, e de maior impacto contra a hepatite B e, consequentemente contra a D. Ela é oferecida pelo SUS desde 1989 e recentemente, foi ampliada para a faixa etária entre 30 e 49 anos.

Os fatores de risco da hepatite B
Ter vários parceiros sexuais
Gestante infectada pode passar para o bebê
Estar infectado com HIV
Estar fazendo hemodiálise
Fazer tatuagem
Usar drogas compartilhando seringas
Itens pessoais compartilhados com alguém já infectado (como escovas de dentes, lâminas de barbear e cortadores de unhas)

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